quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Humilhação: qual é a dose certa?

Humilhação: qual é a dose certa?

A humilhação, assim como a submissão, tem seus prazeres e seus abismos...
Humilhação, um dos principais componentes da Dominação Psicológica, é frequentemente utilizada na D/s, com diferentes propósitos.
A dose, grau, nível ou tipo de humilhação varia de acordo com quem aplica, com quem recebe e com o efeito que se deseja causar. 

A humilhação pode atingir  , das das camadas mais superficiais às mais profundas do psicológico submisso, podendo levar prazer a ambos ou levar à degradação de um pelo prazer do outro. Ela é frequentemente usada para levar o submisso a sentir e agir de acordo com o desejo do Dominante. 

Quando usada para o crescimento da sub, a humilhação ajuda a minar as defesas, as resistências, libertando a sub de pudores e outras limitações... ela é percebida e traduzida em forma de entrega e prazer... ela despe a escrava, desarma, liberta. 
Para isso, é preciso uma observação bastante atenta das reações para que a dose não seja maior que a suportável ou menor que a necessária.

A princípio, costuma-se usar uma humilhação explícita, direta, objetiva... simples xingamentos, ordens ou comandos diretos e imediatos, isso já causa um forte efeito em quem recebe. Assim  as reações ficam facilmente visíveis, fácil para ambos perceberem o que funciona melhor e o que não funciona, o que move e o que paralisa a sub .

É natural que com o tempo seja necessária uma evolução dos métodos para se obter efeitos semelhantes. 

Quando a humilhação é usada para outros propósitos, geralmente ela se dá de forma sutil, velada, quase imperceptível. Assim ela atinge as camadas mais profundas do emocional, podendo causar efeitos devastadores, podendo chegar a reduzir a sub a mero esterco ou a bem menos que isso... podendo levá-la na direção do abismo interior, de volta ao casulo, fechando-se nele pra se proteger de algo que ela nem sabe bem o que é, mas que sente esmagá-la.
A entrega permanece, porém, comprometida pela ausência do viço, do brilho, das cores de uma entrega plena. É a aniquilação de um em prol do prazer do outro.  

Eu, masoquista emocional que sou, faço da humilhação uma parte do meu alimento. Eu disse parte porque ninguém se alimenta apenas de humilhações, e também porque existem humilhações e humilhações, e nem todas elas são alimento, algumas são verdadeiros venenos. 

Uma coisa é a humilhação que durante uma cena, um momento, uma situação... uma coisa é fazer uso dela pelo direito que o Dom tem fazê-lo, pelo prazer que o ato proporciona a quem o faz, a quem recebe ou a ambos... uma coisa é utilizar-se dela para induzir a escrava a ter um determinado comportamento... uma coisa é xingar, mandar calar a boca, lamber o chão... isso é visível, é explícito, claro e objetivo, e se não for possível cumprir a ordem é só pedir dispensa da tarefa, é só usar a palavra de segurança ou se recusar a cumpri-la e pagar o preço depois, isso faz parte da vida submissa. 

Outra coisa bem diferente é ser mantido em estado constante de humilhação velada, sob o uso de subjetividades, de meias palavras, de silêncios, distanciamentos e indiferenças... ouvindo coisas que minam o emocional por minar, que enfraquecem, degradam simplesmente pq o Dom tem direito de usá-la como quiser, até mesmo de forma destrutiva e sem direito a safe .

E ela pode se dar através do que é dito ou feito, mas também , através do que não é feito nem dito...
Não é preciso chamar de inútil ; basta não lhe dar qualquer utilidade. 
Não precisa chamar de desprezível; basta desprezar. 
Não precisa gritar, xingar; basta ignorar a existência da pessoa.
Não é preciso mandar calar a boca; basta não dar ouvidos ao que é dito.
Há muita humilhação velada em tudo isso e o "melhor" é que nada precisa fazer, basta deixar acontecer .  
Da mesma forma que o masoquismo psicológico encontra um prato cheio na humilhação, um Sádico Psicológico encontra um prato cheio nesse masoquismo.
Há quem prefira direcionar a humilhação nesse sentido e há quem faça um uso saudável da mesma . São os dois lados de uma mesma moeda que , ao ser lançada , não se pode  prever exatamente , qual face cairá virada para cima .
Portanto , ha de prevalecer o bom senso de ambos os lados do chicote . Quem usa cuida e quem é usado se cuida também . 

luah negra

Lealdade Canina

Cães representam a amizade, a fidelidade, o amor incondicional, e não é à toa que são considerados os melhores amigos do homem.
Dificilmente um cão ataca ou abandona seu dono, é mais comum ver o animal ser abandonado.  Mesmo em condições pouco favoráveis, como em tempos de escassez de alimento e outras necessidades, ele continua ao lado do dono, sendo o amigo leal e dócil.

Alguns poderiam, se quisessem, escapar facilmente e não mais voltar, afinal há outros que poderiam acolhe-los, dar-lhes teto e alimento, talvez até mais confortável e abundante. Ou  apenas aproveitar a liberdade, vivendo sem regras, sem coleiras, grades ou paredes que os aprisionassem. Ao invés disso, eles ficam por ser ali o lugar em que preferem estar, por sentirem ser aquelas as melhores mãos para lhes cuidar. Eles gostam de estar ali, gostam é daquele dono e é sob os cuidados dele que desejam permanecer.
Mesmo que o teto seja um viaduto ou marquise, mesmo que o alimento não seja o mais farto, é esse que os satisfaz. E simplesmente não desejam escapar.
Coleira, paredes e grades podem aprisionar, porém não criam laços de afeto e lealdade.
Cão na Espera do Dono 300x200 Como os animais enxergam!

Permanecer é escolha e desejo, a lealdade está na força do laço que os une. Se houve a escolha, se há o desejo e, se a ponta racional desse laço não o desfizer, a outra ponta do laço dificilmente fará, salvo em condições extremas.
Caso dependesse da vontade cão, ele seguiria o dono a qualquer lugar, sem tempo bom ou ruim.
Não é a toa, também, que a escrava é comparada a uma cadela. Sua lealdade ao Dono é, de fato, canina.
 Manter-se leal sob condições nada favoráveis é algo que pode parecer um feito heroico para alguns e, para outros, trata-se apenas de instinto natural, pois, a lealdade existe independente de haver razão para tal.  

Assim como alguns podem não apreciar a comparação com um cão, a comparação poderia ser injusta, também com os cães! Pois, sua lealdade é puro instinto. Ele não finge gostar e não faz exigências para permanecer leal e dócil a seu dono. Ele precisa apenas sentir-se abrigado, protegido, desejado e ter prazer de estar a seus pés.

Ambos se escolheram e criaram laços que não desatam facilmente.
Ser tida como a cadela do Dono é orgulho e prazer, sinônimo de lealdade e submissão, de laços firmados e reafirmados a cada dia de entrega.


 luah negra

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Teu toque


Teu toque

Quanta vontade sinto do teu toque...
Do teu cheiro, do teu gosto...
Tuas mãos ao alcance das minhas...
Um entrelaçar de dedos...
O toque a face feliz, descendo pelo meu pescoço e na ânsia de chegar ao meu peito estremecem tuas mãos...
Sentino o perfume e embriagando-me de paixão, estou inerte aos teus desejos e vontades...
Tuas mãos que levando ao paraíso, me tirando do chão...
Em tuas mãos sentindo-me levitar, feito brisa suave...
O corpo ardendo em um prazer perturbador, um simples toque...
E estou entregue inteiramente a ti...
Um sussurrar de desejos expressos nos suaves toques de nossas mãos.
As minhas contornando teu peito, sobem a teus lábios e numa ausência completa de sentidos, dou-te meus dedos para que os beije...
Sentindo o calor de teus lábios úmidos e ardentes me tocarem e em volúpias constantes nos entregamos a este emaranho de emoções que começou com um simples toque de mãos...
Nossos corpos sucumbidos pelo amor, pelo desejo e pela vontade sonhada de loucas noites de amor, nos consomem em uma só.
Entregando-me a ti como se fosse minha primeira e ultima noite de amor...
Numa completa sanidade insana...
Sentindo-me inebriada pelo teu sabor...
Sabor este que estará tatuado em minha pele...
Como marca de um prazer avassalador em minha vida.
(Cristiane Ornelas)

Simplesmente

Simplesmente você em mim
O que tenho por fora, permanece inalterado

Sorriso estampado no rosto, calor no corpo inteiro, alegria de ver e viver,
Parece festa, parece fogo, parece... parece felicidade!


Dentro de mim há um abismo.

Não pode ser visto, nem tocado
Sua profundidade é incalculável, 
Os que tentam desvendar apenas se enchem de dúvidas

Dúvidas? 

Sim! Muitas dúvidas.
Coisa inexplicável...

O que me move é a paixão

É ela que me faz querer viver
Que me faz voar e querer alcançar o céu
Voar bem alto... e cair, voltar ao chão .



O que queima dentro de mim é o desejo incontido de ter (e não ter)


E se me busco em mim mesma, encontro o vazio

A loucura,
O medo .

Mas se por um segundo eu me encontro, mesmo que por um segundo 
Eu quero, eu surto, eu vejo, eu sinto...
Que você está aqui .

Simplesmente

entrego-me !
(Fatima Vasconcelos)

Cuidar e ser cuidada



Se  a casa de um homem é seu castelo, o que dizer, então, da casa de um Dominador?
Ela é o castelo, o templo, é a fortaleza que abriga Seus tesouros. E, sendo um bem precioso, do qual Ele é o Rei, Autoridade Suprema, Dono e Senhor, Ele cuidará para que sua propriedade não venha a ruir.

Esse cuidar vem desde a construção da base, estendendo-se aos reparados dos desgastes causados pelo ação do tempo. A solidez de sua obra depende desses cuidados.

O cuidado se faz sempre necessário, afinal, quem usa, cuida.
Entretanto, vejo muitas expectativas girando em torno dos cuidados do Dom para com sua submissa. Algumas delas, parecendo-me um tanto distorcidas. Uma frase que leio muito; "quero um Dom que me cuide ". E quem não quer alguém que lhe cuide?! Seria essa a missão da escrava, a de ser cuidada e não a de servir ?! Acho que ainda é a de servir, acho!

Ainda assim, cuidar e se cuidar é uma necessidade constante, pois, alguém que não esteja bem física e mentalmente não tem condições de prestar bons serviços.
Mas afinal, o que seria esse cuidar, o que a escrava deve esperar de cuidados?
Esse cuidar é amplo, envolve nuances muito particulares, dessa forma, cada um tem definições específicas de cuidar e ser cuidado, que se enquadrem em suas  necessidades e buscas.

De um modo em geral e dentro do contexto BDSM, o bom senso no uso é cuidar, a orientação de como se portar em determinadas  situações, os ensinamentos, o poupar a escrava em momentos difíceis, o amparo emocional, o prepará-la para situações que exigirão dela mais que o habitual, enfim, não danificar a peça e promover um crescimento mais amplo possível, são cuidados necessários e bem-vindos.

Poderia-se dizer que esses são deveres de quem usa, pois, ainda que sejamos meros objetos de uso e prazer para o Dono, não somos algo que se usa e joga fora inutilizado. Portanto, quem usa, cuida! Dessa forma, torna-se desnecessário falar em deveres,  já que eles encontram-se inseridos no contexto geral do uso, também,  não me cabe fazê-lo.

Isso não quer dizer que escrava não precise de atenção, de carinho, compreensão e até do colinho do Dono, nem que a cadela não precise de um petisco, de um ossinho fora da  refeição ou daquele afago sempre muito bem-vindo. Precisamos, sim.

Quando nos entregamos para o servir, estamos nos entregando, também, aos cuidados Daquele a quem servimos, porém, que não seja o ser cuidada o objetivo maior da entrega. Pois, assim o sendo, perderia-se o sentido da mesma.

Estar sob os cuidados do DONO, não nos exime de tomar os nossos próprios cuidados ou de ter responsabilidades com a nossa integridade física, mental e sentimental. Quem seria o responsável por um coração partido, por uma desilusão senão aquele o entrega e que se ilude?!  
Os cuidados são responsabilidades de quem  os recebe e também de quem os entrega.
ELE me cuida, eu me cuido, N/nós nos cuidamos.

luah negra

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Desejo incontido


Ela já estava se livrando do forte desejo que tinha por ele . As conversas com ele começavam a acontecer sem que  seus sentido se voltassem todos para a excitação que a voz dele sempre provocava nela . E seu corpo , esse já voltava a obedecer mais à ela de que a  ele .
Ainda assim , ouvir certos comandos dele , fazia reacender toda a chama novamente .
Como resistir a um "goza, estou mandando !" ? Como não molhar a calcinha , como não gozar diante de tal ordem ?
E , assim , ela se via mais nas mãos daquele homem . Por mais que ela resistisse , por mais que não quisesse estar ali tendo aquela conversa , à mercê de suas vontades e provocações , e por mais que ela se esforçasse para não deixar transparecer as sensações que lhe viam , a verdade era que seu corpo desejava aquele prazer .
E se entregava a ele tão facilmente que lhe  da raiva de não resistir a ele , de estar sempre à mercê dessa luxúria incontida .
Ela não queria ter aquelas sensações , temia por uma entregar desastrosa . No entanto , seu corpo seguia em direção oposta a sua razão , e buscava pelas fortes emoções que ele desencadeava nela . Nessas horas , mente e corpo sincronizavam-se no propósito de entregar-se ao desejo que já escorria das entranhas .
Contorcia-se na cama e , despudorada , não mais lutava para  que ele não percebesse seu tesão...gostava mais ainda quando ele ficava tão forte , para que os gemidos lhe escapavam e ele os percebesse , e se aproveitasse disso , fazendo-a dizer coisas que , normalmente , ela não diria . E ouvia dele coisas que jamais permitiria ouvir de outro  . Coisas que lhe faziam agir e sentir-se como uma vadiazinha de nada...uma vadia muito tesuda , desbocada , suja !
De onde vinha tanto tesão ela não sabia , de onde vinha tanto descontrole e tanta falta de pudor ela não sabia , não aceitava que ele pudesse ter tanto poder sobre ela .
Tudo que vinha dele mexia com ela . suas  provocações...ah , essas faziam sua buceta vadia escorrer com o desejo de tê-lo dentro de si , faziam soar gemidos de um intenso tesão que lhe fazia sucumbir aos apelos da carne , sucumbir aos mandos e controle daquele homem .
Com ele não havia desejos contidos , tudo se convertia em gotas orgásticas .
Ao fim de tudo , ela permaneceu la , ainda degustando o restinho do prazer de ser vadia pra ele .
E isso era tão perturbador quanto extasiante .
Decidiu , então , escrever . Ela queria por em palavras as sensações que de seu corpo se apossavam . Ele precisava entender melhor , se é que já não entendia , o havia de especial naquele homem que causava tamanho furor em seu corpo e lhe confundiam a mente .
Tentou organizar as ideias , focar nas palavras , porém , elas lhe fugiam . Sua mente viajava na lembrança das humilhações a que fora exposta , transportando-a  para um mundo onde imperava a luxúria .
Entendendo que mais valiam as sensações que as palavras , ela embriaga-se com mais uma dose de prazer . Como uma vadia que se prepara para receber seu macho dentro de si , ela se deita e abre as pernas . E , na ausência dele para abusar de seu corpo , entregou-se ao toque de suas mãos , deixou que deslizassem dos seios à boceta que mais parecia uma flor se abrindo . Seus dedos passeavam por entre aquela carne quente e úmida , que não mais escondia o clitóris já entumecido .
Igualmente rígidos estavam seus mamilos que , após receberem uma breve carícia , passaram a ser torturados com apertões , torções...aquela tortura se convertia num crescente prazer .
Mas ela precisava de algo mais forte , de um prazer maior que pudesse levá-la ao êxtase .
Para preencher o vazio em que se encontrava , foi , lentamente introduzindo a própria mão naquela buceta que a engolia e gozava deliciosamente .
E , refeita , ela retorna a seus escritos .


domingo, 26 de outubro de 2014

BDSM e regras

O BDSM tem regras?

Dizem que o BDSM não tem regras por não estarem escritas.
De fato, não existe o Grande Livro das Leis do BDSM. Se existe, nunca o encontrei.
Entretanto, há regras próprias dentro de cada relacionamento, regras gerais no convívio entre os praticantes e a maior delas, para a segurança dos envolvidos, o SSC.

Diz-se de regras: são normas, preceitos, princípios ou métodos. Dessa forma, não precisam ser oficiais. Nem mesmo estarem escritas.
Basta que um grupo tenham-nas como norteadores de comportamento durante um grande espaço de tempo e assim como os fatos sociais, cristalizam-se.

Esta reflexão caminha no sentido oposto ao que chamam de "meu BDSM".
O BDSM não é meu. Nem seu. Não é de ninguém.
Apropriamo-nos de seus preceitos para vivermos dentro de um contexto que nos é atraente e, muitas vezes, necessário a nós.
Quanto a observações acerca dessa ausência de regras, costumo dizer o seguinte:

"Imagine-se chegando com uma raquete de tênis a um campinho de futebol onde alguns amigos estão jogando uma pelada, algo que fazem há anos nos fins de semana. As regras ali não estão escritas, não existe a formalidade do futebol profissional, é apenas uma brincadeira e por isso vc entra com sua raquete e começa a rebater a bola, enquanto os outros a chutam. Eles estão jogando futebol; vc apenas pensa que está."

O que rege o BDSM está contido dentro do significado  dessas quatro letras: Bondage, Dominação, Submissão, Sadomasoquismo. O que está fora é fetiche.
Ao contrário do que muitos acreditam, as práticas BDSM estão contidas no vasto universo dos fetiches, não o contrário, por ser o fetichismo muito mais abrangente.

E, dentro dessa esfera gigante fetichista, o maior problema é a confusão em torno disso. Não basta ter um fetiche para ser Bdsmista, é preciso estar contido dentro daquelas quatro letras. É preciso jogar o jogo do poder seguindo suas regras de consensualidade, segurança, ética, bom senso, bom uso do que está em nossas mãos e cuidados em geral.

O "meu BDSM" tem causado muita confusão. Usando dessa premissa, alguns o têm utilizado pelas mais variadas intenções. E tem havido abusos, prejuízos à saúde física, mental e emocional, prejuízos financeiros, traumas, riscos de todo tipo, choro e ranger de dentes.

Se as pessoas realmente atentassem para o perigo que representa o "meu BDSM", talvez mudassem de ideia e voltassem a considerar viver o BDSM que não é meu, nem seu... mas que é seguro PARA TODOS NÓS.


William Gama - Dom

Postado originalmente em :http://escravasesubmissas.blogspot.com.br/



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Rebeldia e castigo (conto)



Naquele dia ela estava com os nervos à flor da pele, num estado de pura rebeldia! A restrição de orgasmos, à que vinha sendo submetida, estava enlouquecendo-a. 
Seu castigo era para que aprendesse a controlar suas atitudes impensadas. Entretanto, o efeito era oposto ao desejado, quanto mais o castigo se prolongava, mais ela se descontrolava.
Num acesso de total descontrole, ela liga pro Dono disposta a  fazer-lhe uma série de exigências. Ao ouvi-lo, do outro lado da linha, ela sente todo seu corpo estremecer de desejo, e bastou ouvi-lo dizer alô, para seu corpo arrepiar-se de tesão. Com a voz trêmula e mansa  que mais parecia um gemido, ela  pede liberação do castigo. 
-Senhor, não aguento mais, estou enlouquecendo, permita que eu goze ao menos uma vez! 

Ele, friamente, responde que não. Ela não se dá por vencida e continua argumentando. Vendo que Ele continua irredutível, ela se descontrola e o desafia. 
- Então terei de fazer sem a sua autorização, Senhor! 
Ele a adverte que não faça algo do qual venha a arrepender-se e desliga em seguida .  
Isso a deixa ainda mais revoltada , ela então , volta a ligar . Dessa vez , ela não mede as palavras e , em tom de exigência , solicita um encontro para o mesmo dia . 
Com a calma de sempre, Ele indaga se é o que ela realmente deseja e se não se arrependerá do pedido. 
Prontamente, ela responde : - Sim , é o que desejo , Senhor , nada me fará arrepender de desse encontro .
Já com local e hora marcados, ela vibra por dentro , está eufórica, feliz por conseguir o que tanto desejava . Felicidade essa que se converte em gotas que a faz molhar a calcinha . 
Mal a ligação é encerrada , ela já começa a se arrumar. 
Não há tempo para  uma super produção, mas ela capricha na maquiagem e na lingerie. Rapidamente escolhe um sapato de salto alto e fino que Ele adora vê-la usar, nos cabelos ela faz um coque alto e deixa alguns fios soltos pelo rosto e nuca, e como Ele não havia feito recomendações especiais, então, estava tudo pronto.  
Chegando no local combinado , ainda bem antes do horário , ela o aguarda . Enquanto isso , mil pensamentos povoam-lhe a mente , ansiedade ,  excitação , tensão e receio misturavam-se de uma forma torturante ! Estar com ele era seu maior desejo e não conseguir encontrá-lo , seu maior temor  . Ambos duelando entre si . E o tempo que não colaborava , parecia arrastar-se quando tudo que ela mais precisava era vê-lo voar , levando-a diretamente para os braços dele !  
E esse desejo apenas se desfaz ao vê-lo chegar. 
Cheia de alegria e desejos, ela o cumprimenta beijando-lhe as mãos . Ele retribui com o mesmo  gesto de sempre , afagando-lhe a cabeça .  Ela conta da saudade, do desejo e temores que sente, fala da alegria e do prazer de estar com ELE novamente. Seus olhos brilham, ela é a imagem da felicidade! 
Mas sua alegria se desfaz assim que o ouve dizer que seria melhor pra ela se Ele não tivesse ido, pois ela pagaria caro por tê-lo desafiado.
Enquanto pensa no que estaria por vir, ela vê uma mulher se aproximar Dele, ela observa sem entender a conversa dos dois. 
Ele, então a orienta a dirigir-se a recepção e pedir uma suite, ela obedece prontamente, e ao reconhecer a mulher como uma de Suas ex-escravas, ela então percebe que momentos difíceis estariam por vir. 
Enquanto aguarda pelas chaves, ela os observa conversando, seu coração parece que vai saltar do peito... vê-la tocar em seu Dono e sorrir debochadamente, faz seu coração partir-se em mil pedaços. Seu tormento não para por aí, a caminho do elevador, eles seguem na frente de braços dados, enquanto ela caminha atrás carregando a pesada mala do Dono e de Sua convidada. 

No elevador, eles se tocam com intimidade, enquanto a ela, cabe apenas observá-los. E foi nesse clima que chegaram ao quarto, onde seu tormento verdadeiramente se iniciaria. 
Seu Dono passa-lhe as instruções de como se comportar durante a sessão. Ele explica que ela servirá de criada, que ela deverá manter tudo na mais perfeita ordem e, que se desempenhar bem suas tarefas, terá direito a gozar no final.
Ela assistia, passivamente, às carícias entre eles, depois recolheu as roupas que iam sendo espalhadas enquanto o casal se despia.
Cabia à ela recolher e arrumá-las sem questionar, e assim ela o fez. Depois preparou o banho deles e, enquanto organizava os objetos da mala, de modo a torná-los mais acessíveis ao Dono, ela ouve os risos que partem do banheiro e as lágrimas rolavam por seu rosto. 
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Nesse momento, arrependeu-se amargamente por ter insultado e desafiado seu Dono, lembrou-se dos momentos felizes que juntos viveram, ela sabia que havia errado feio e estava pagando por isso. Mas o preço era alto demais, e quando decide ir embora, Ele sai do banheiro e a convence a ficar, já que, se passasse pela porta, ela teria um castigo ainda pior. 
Mesmo sabendo que seu tormento estava apenas começando, ela prefere ficar e encará-lo até o fim. 
Ele a põe sentada num canto do quarto, de onde ela terá ampla visão da cama, local em que Ele usará a convidada e ela apenas assistirá. E assim aconteceu.
Após promover toda uma orgia de sexo e sadismo, fazendo todo uso que desejou da convidada e, não mais querendo conter o gozo, Ele a premia com sua porra. Ela se põe de quatro, com a bunda bem empinada para receber seu banho de leite. Ele goza, lambuza aquela bunda exposta, espalha seu leite também pela boceta que acabara de foder e ainda desejosa, vibrava com as carícias que recebia de sua mão.

Era hora de Sua escrava fazer a limpeza!
Mantendo-a na posição, Ele chama sua escrava e ordena que a limpe toda a sua porra com a língua.
E ela, que não passava de mera expectadora de toda aquela orgia, via sua maquiagem misturar-se às lágrimas que lhe corriam silenciosamente, pois, qualquer manifestação lhe fora proibida, nem mesmo lavar o rosto lhe foi permitido, então implora para ser liberada da ordem, tenta em vão argumentar que não suportaria tamanha humilhação. 
Ele, porém, permanece irredutível! Não aceita suas argumentações e a lembra do grave erro cometido e das consequências que sua recusa traria.
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Diante disso, ela executa a árdua tarefa de lamber, das partes da outra, toda a porra que seu Dono ali depositara. E quando pensa ter chegado ao fim de seu tormento, vem a ordem para prosseguir  com as acarícias até que a convidada tenha seu último orgasmo. Suas lágrimas e saliva misturam-se ao que restou da porra derramada por seu Dono naquela boceta encharcada de prazer, a maquiagem agora é apenas um borrão de fluídos corporais, que se encontram parte em seu rosto e parte no corpo daquela que se delicia com as carícias e a humilhação da escrava rebelde.  

Ao fim de toda humilhação, o casal encaminha-se para mais um banho. E ela, sentindo-se a última das mulheres, apenas deixa cair seu corpo na cama e assim permanece enquanto eles ainda se divertem no banheiro.
Algum tempo depois, o casal encontra-se pronto para ir embora, antes porém, o Dono avisa à sua escrava que ela pode gozar à vontade e que não se esqueça de pagar a conta.

Ele ainda a elogia pela tarde maravilhosa que seu ataque de rebeldia havia lhe proporcionado, comentou também de seu bom comportamento e obediência total, e completa dizendo que se ela mantiver esse comportamento, eles poderão conversar no dia seguinte , mas que, se mostrasse o menor sinal de rebeldia, ela já sabia qual seria o castigo a ser aplicado .
Ela ouve a tudo atenta e calmamente, e apenas ao final, responde:
- Estarei calma, Senhor. Eu te amo!


Fim .

luah negra

domingo, 6 de julho de 2014

PARAFILIA

Parafilia (do grego παρά, para, "fora de",e φιλία, philia, "amor") é um padrão de comportamento sexual no qual, em geral, a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade. São considerados também parafilias os padrões de comportamento em que o desvio se dá não no ato, mas no objeto do desejo sexual, ou seja, no tipo de parceiro, como, por exemplo, a efebofilia. 
Em determinadas situações, o comportamento sexual parafílico pode ser considerado perversão ou anormalidade.
As parafilias podem ser consideradas inofensivas e, de acordo com algumas teorias psicológicas, são parte integral da psiquê normal — salvo quando estão dirigidas a um objeto potencialmente perigoso, danoso para o sujeito ou para outros (trazendo prejuízos para a saúde ou segurança, por exemplo), ou quando impedem o funcionamento sexual normal, sendo classificadas como distorções da preferência sexual na CID-10 na classe F65.2
As considerações com respeito ao comportamento considerado parafílico dependem em um grau muito elevado das convenções sociais reinantes em um momento e lugar determinados; certas práticas, como a homossexualidade ou até mesmo o sexo oral, o sexo anal e a masturbação foram consideradas parafílicas em seu momento, embora agora sejam consideradas variações normais e aceitáveis do comportamento sexual.
Entretanto, há quem considere que o excesso na masturbação após a adolescência ou o fato de alguém preferir sempre esta prática do que o contato com outro indivíduo venha configurar-se uma parafilia.
Por outro lado, o próprio conceito de parafilia tende a ser revisto já que na atualidade a ciência tem ampliado cada vez mais as variações aceitáveis do comportamento sexual, mas sem que os valores novos tenham aprovado algumas condutas ainda que acompanhadas da cópula vaginal, como é o caso das relações sexuais com crianças.
Sendo assim, é impossível elaborar um catálogo definitivo das parafilias; as definições mais usuais listam comportamentos como o sadismo, o masoquismo, o exibicionismo, ovoyeurismo ou o fetichismo.

Algumas parafilias
Adstringopenispetrafilia: fetiche por amarrar pedras ao pênis.
Agalmatofilia: atração por estátuas.
Agorafilia: atração por copular em lugares abertos ou ao ar livre.
Aiquemofilia : Prazer pelo uso de objetos cortantes e pontiagudos
Amaurofilia: excitação da pessoa pelo parceiro que não é capaz de vê-la (não se aplica a cegos).
Amphiboliafilia: atração ou excitação sexual por ambiguidades.
Anadentisfilia: excitação e prazer sexual por pessoas sem dentes.
Anemofilia: excitação sexual com vento ou sopro (corrente de ar) nos genitais ou em outra zona erógena.
Apotemnofilia: desejo de se ver amputado.
Asfixiofilia (asfixia autoerótica): prazer pela redução de oxigênio.
ATM (ass to mouth): prática em que o parceiro ativo, após o coito anal, leva seu pênis à boca da pessoa penetrada.
BBW: atração por mulheres obesas
Bondage: prática onde a excitação vem de amarrar ou/e imobilizar o parceiro.
Bukkake: modalidade de sexo grupal praticado com uma pessoa que "recebe" no rosto a ejaculação de diversos homens.
Clismafilia: fetiche por observar ou sofrer a introdução de enemas.
Coleopterafilia: atração sexual por besouros.
Coprofagia: fetiche pela ingestão de fezes.
Coprofilia: fetiche pela manipulação de fezes, suas ou do parceiro.
Cock and ball torture: é uma atividade sexual BDSM sadomasoquísta envolvendo os genitais masculinas.
Coreofilia: excitação sexual pela dança.
Crinofilia: excitação sexual por secreções (saliva, suor, secreções vaginais, etc).
Crematistofilia: excitação sexual ao dar dinheiro, ser roubado, chantageado ou extorquido pelo parceiro.
Cronofilia: excitação erótica causada pela diferença entre a idade sexo-erótica e a idade cronológica da pessoa, porém em concordância com a do parceiro.
Cyprinuscarpiofilia: excitação sexual por carpas.
Dendrofilia: atração por plantas.
Emetofilia: excitação obtida com o ato de vomitar ou com o vômito de outro.
Espectrofilia: prática medieval que consiste na excitação por fantasias com fantasmas, espíritos ou deuses.
Estelafilia: atração sexual por monumentos líticos (feitos de pedra) normalmente feitas em um só bloco, contendo representações pictóricas e inscrições.
Exibicionismo: fetiche por exibir os órgãos genitais.
Fetiche por balões: excitação ao tocar balões de látex (usadas em festas).
Fisting: prazer com a a inserção da mão ou antebraço na vagina (brachio vaginal) ou no ânus (brachio procticus).
Flatofilia: prazer erótico em escutar, cheirar e apreciar gases intestinais próprios e alheios.
Frotteurismo: prazer em friccionar os órgãos genitais no corpo de uma pessoa vestida.
Galaxiafilia: atração sexual pelo aspecto leitoso da Via Láctea.
Gerontofilia: atração sexual de não-idosos por idosos.
Hebefilia (ver lolismo)
Hipofilia: desejo sexual por equinos.
Imagoparafilia: prazer em imaginar-se com alguma parafilia.
Lactofilia: fetiche por observar ou sugar leite saindo dos seios
Lolismo: preferência sexual e erótica de homens maduros por meninas adolescentes
Kosupurefilia: excitação sexual por Cosplay.
Maieusofilia: ver pregnofilia
Masoquismo: prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente.
Menofilia: atração ou excitação por mulheres menstruadas.
Moresfilia: atração ou excitação sexual por coisas relativas aos costumes.
Nanofilia: atração sexual por anões.
Necrofilia : atração por pessoas mortas
Nesofilia: atração pela cópula em ilhas, geralmente desertas.
Odaxelagnia: fetiche por mordidas.
Orquifilia: fetiche por testículos.
Panpaniscusfilia: excitação sexual por Bonobos.
Partenofilia: fixação sexual por pessoas virgens.
Pigofilia: excitação sexual por nádegas.
Pirofilia: prazer sexual com fogo, vendo-o, queimando-se ou queimando objetos com ele.
Podolatria: fetiche por pés.
Pogonofilia: fetiche por barba.
Pregnofilia ou maieusofilia: fetiche por mulheres grávidas e/ou pela observação de partos.
Quirofilia: excitação sexual por mãos.
Sadismo: prazer erótico com o sofrimento alheio.
Sadomasoquismo: prazer por sofrer e, ao mesmo tempo, impingir dor a outrem.
Sarilofilia: fetiche por saliva ou suor.
Sororilagnia: sexo com a própria irmã.
Timofilia: excitação pelo contato com metais preciosos.
Trampling: fetiche onde o indivíduo sente prazer ao ser pisado pelo parceiro.
Tricofilia: fetiche por cabelos e pelos.
Urofilia: excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não.
Vorarefilia: atração por um ser vivo engolindo ou devorando outro.
Voyeurismo: prazer pela observação da intimidade de outras pessoas, que podem ou não estar nuas ou praticando sexo.
Zoofilia: prazer em relação sexual com animais.
Origem: Wikipédia

BDSM

Prática de BDSM

BDSM é um acrônimo para Bandage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo.
O BDSM tem o intuito de trazer prazer sexual através da troca erótica de poder, que pode ou não envolver dor, submissão, tortura psicológica, cócegas e outros meios. Por padrão, a prática é aplicada por um parceiro(a) em outro(a).

Muitas das práticas BDSM são consideradas, num contexto de neutralidade ou não sexual, não agradáveis, indesejadas, ou desvantajosas. Por exemplo, a dor, a prisão, a submissão e até mesmo as cócegas são, geralmente, infligidas nas pessoas contra sua vontade, provocando essas sensações desagradáveis. Contudo, no contexto BSDM, estas práticas são levadas a cabo com o consentimento mútuo entre os participantes, levando-os a desfrutarem em conjunto.

O conceito fundamental sobre o qual o BDSM se apóia é que as práticas devem ser SSC (Sãs, Seguras e Consensuais). Atividades de BDSM não envolvem necessariamente a penetração mas, de forma geral, o BDSM é uma atividade erótica e as sessões geralmente são permeadas de sexo. O limite pessoal de cada um não deve ser ultrapassado, assim, para o fim de parar a sessão/prática, é utilizada a Safeword, ou palavra de segurança, que é pré-estabelecida entre as partes.

A sigla BDSM
Na década de 90 pensou-se na sigla acima, como a junção dos termos: Bondage (amarração, imobilização) & Disciplina, Dominação & Submissão, Sadismo & Masoquismo. Seria uma expressão mais abrangente e que permitiria incluir os diversos grupos de praticantes dos fetiches incluídos na sigla.

Fetiches X BDSM, Diferenças e Similaridades
Fetiche é simplesmente tudo aquilo que não é parte de um ato específico, mas que é praticado simultaneamente com ele para uma experiência aprimorada e mais ao gosto do praticante. BDSM por si só é um grupo de fetiches, independente de ser considerado um estilo de vida ou somente um elemento adicional a um ato sexual ou erótico. Alguns praticantes de BDSM podem aderir também a fetiches que não fazem parte deste grupo, como por exemplo o voyerismo, a Podolatria, entre outros. Ou praticar somente o que lhes agrada de dentro da sigla BDSM. No entanto um praticante que adote exclusivamente um ou mais fetiches não descritos na sigla não é considerado pelos demais praticantes, um adepto das práticas/estilo de vida BDSM.

A visão da sociedade: perspectivas
Tem-se visto recentemente uma abertura em relação ao BDSM na sociedade, a imagem tem sido mais positiva por causa dos vários materiais de comunicação que vêm, aos poucos, de forma tímida, desmistificado o BDSM como perversão sexual; vários filmes, revistas, livros, artigos e até pesquisas científicas vieram nesse sentido, expondo a nossa cultura underground para as massas e tornando o meio e os praticantes mais populares; isso é um processo de abertura que começou com Sade e Masoch e continua até hoje.

Não obstante, o preconceito ainda é forte e muito demorará para que se possa falar abertamente sobre o tema com qualquer pessoa ou andar com uma camisa escrito: “sou sadomasoquista”. Deve-se apenas falar de nossas preferências para quem está preparado, ou seja, para quem também é BDSMer ou para quem, mesmo não sendo, é de confiança e tem a mente aberta, é livre-pensador ou ao menos não é preconceituoso ou discriminador nesse tema. Na dúvida, o melhor é ficar em silêncio e não contar nada, visto que não se sabe a reação que as pessoas podem ter em um assunto como esse, envolto em preconceito, ignorância e discriminação. Entretanto, as pessoas geralmente não gostam do diferente e o discriminam, então tomar precauções para que não sejamos “descobertos” é de bom tom, não revelando nossas preferências abertamente, no máximo usando algum símbolo característico do BDSM, como o triskele — que representa as três tríades: o B/D, o D/s e o SM; o SSC; e o TOP, bottom, switcher; algo que aqui no Brasil ainda é seguro, porquanto a população pouco sabe e muito menos ainda sobre o símbolo; o mesmo não vale, p. ex., para os estadunidenses, onde tal símbolo, segundo dizem, já é conhecido dos baunilhas, ocasionando preconceito o seu uso.

BDSM e Sexo Seguro

Os praticantes responsáveis e maduros do BDSM primam pela segurança nos relacionamentos, envolvendo ou não sexo penetrativo, especialmente quando as práticas envolvam uso de instrumentos que possam ferir a pele da pessoa submissa. Quando o relacionamento envolvendo sexo se dá de forma não-exclusiva, com múltiplos parceiros, é absolutamente essencial a utilização de proteção de barreira do tipo "camisinha", seja ela de qualquer modelo. Além disso, há procedimentos para limpeza e esterilização de instrumentos que sejam usados por mais de uma pessoa, evitando, dessa forma, possibilidade de propagação de doenças, sejam estasDSTs ou outras.

Símbolos

Bandeira Leather Pride, um símbolo da subcultura BDSM e Fetichista.
Emblema triskelion do BDSM.
O símbolo oficial da comunidade BDSM é uma derivação do triskelion. O Triskelion é a forma básica do emblema, com três "braços" curvados para fora do centro e fundindo-se com um círculo abrangente. O Triskelion é uma forma antiga, que teve muitos usos e muitos significados em muitas culturas.

O símbolo BDSM verdadeira deve atender aos seguintes três critérios: 1) Os aros e os raios são de um metal de cores, indicando neste caso ouro, ferro e prata. 2) Os aros e os raios são de largura uniforme com os braços girando em sentido horário. 3) Os campos internos são pretos. 4) Os buracos nos campos são verdadeiramente buracos e não pontos.

Os itens e estilos de BDSM e fetiche têm sido amplamente difundidos na vida cotidiana dos sociedades ocidentais por diferentes fatores, tais como moda de vanguarda, heavy metal​​, subcultura gótica, e séries de TV de ficção científica, e muitas vezes não são conscientemente conectados com suas raízes BDSM por muitas pessoas. Embora tenham sido confinados principalmente às subculturas Punk e BDSM na década de 1990, desde então têm se disseminado para partes mais amplas das sociedades ocidentais.

A bandeira do orgulho de couro é um símbolo para a subcultura de couro e também amplamente utilizado dentro de BDSM. Na Europa continental, o Anel de O é difundido entre os praticantes de BDSM. O Triskelion é comum em comunidades de língua inglesa.

Origem: Wikipédia

Velha Guarda versus Nova Guarda (BDSM Tradicional, Clássico ou Antigo versus "novo BDSM")

Velha Guarda versus Nova Guarda (BDSM Tradicional, Clássico ou Antigo versus "novo BDSM")
Durante a década de 90 formou-se esse meio-BDSM e a nossa cultura, ainda que limitadamente, sistematizou. Pessoas mais antigas no meio costumam reclamar que os costumes e ritos tradicionais, que os princípios do “verdadeiro” BDSM estão sendo muito transgredidos pela “nova turma”, de modo semelhante a um conflito entre gerações.

Antigamente, era comum se ver relações de puro BDSM, sem misturá-lo com condutas ou sentimentos não-BDSM. Cada um, é o que dizem, cumpria o seu papel dentro do BDSM e pronto. De acordo com essa visão, hoje em dia se vive uma invasão de "baunilhas apimentados" (fetichistas muito leves, que apreciam pequenos fetiches para apimentar a relação), de fetichistas, de pessoas despreparadas sem um mínimo de conhecimento básico e de baunilhas “paraquedistas”. Houve, como dizem, uma "baunilhização" do meio.

Hoje é comum vermos, com os avanços da internet e certa popularização do fetichismo na mídia, a invasão de “paraquedistas”, sem contato com a filosofia-BDSM, querendo apenas sexo fácil e acreditando que o conseguirão mais facilmente dentro do meio BDSM do que fora dele, crendo, por exemplo, que uma mulher submissa ou masoquista aceitará sexo com qualquer um. Abundam também falsos mestres, que fingem dominar um conhecimento que não possuem.

Acontece também a invasão de certas pessoas que gostam de determinados fetiches, mas que não são BDSMers na acepção estrita do termo. Por exemplo, pseudo-submissas, que gostam determinados fetiches, como apanhar ou ser amarrada, mas que não têm o desejo de servir um dominador, ou seja, não fazem tais coisas para agradar o seu Senhor, mas apenas para realizar as suas fantasias - o que não significa que uma "verdadeira" submissa deva fazer tudo sem prazer. Na maioria das vezes a submissa gosta do que realiza, mas o foco é o prazer do dono, então muitas vezes ela fará também o que não gosta para agradá-lo. Se ela só aceita fazer o que gosta, visando somente seu próprio prazer, estamos diante de uma fetichista apenas, não de uma submissa.

Outrossim, com a popularização do BDSM nas mídias, muitas pessoas despreparadas — que embora sejam BDSMer, não estudam primeiro as práticas que pretendem fazer, violando a questão da Segurança — ocasionam acidentes de leves a graves ou até a morte, quando tudo isso poderia ser evitado se se estudasse antes o que se pretende pôr em prática. Para tanto existem livros, sites, eventos, workshops, e outras fontes de pesquisa e informação. Maiores cuidados devem ser empregados em relação a práticas mais agressivas, como um spanking forte, uso de agulhas, asfixia, suturas, imobilização severa, etc.: todos os procedimentos de segurança devem ser estudados antes, minimizando ao máximo possível os riscos. Com a massificação do BDSM e a desinformação geral, é necessária muita cautela na escolha de seu par e também são bem vindas campanhas e veiculação de informações pertinentes, visando à elevação do nível geral de conhecimento dos praticantes de BDSM.

Outrossim, está comum atualmente uma mescla de BDSM e práticas não-BDSM. Existem praticantes que se casam com seu par e/ou que misturam romantismo e BDSM, como, por exemplo, levar a escrava (e namorada) para um jantar romântico, para uma sessão de cinema, tratá-la com adjetivos carinhosos, levá-la para uma viagem romântica e outros atos tão comuns no mundo não-BDSM. Não se julga errada a mistura do BDSM com romantismo e/ou outras práticas não-BDSM; cada casal sabe de si e do que é melhor para si. Desde que tudo seja feito de modo consensual, honesto e claro e com segurança, não há problema. Entretanto, que as terminologias sejam mantidas, com o fim de rigor terminológico e para facilitar a comunicação entre as pessoas. Caso queira misturar BDSM e romantismo, quando se referir a coisas baunilhas e românticas, que admita NÃO tratar-se de BDSM. Cada termo deve ser empregado corretamente para evitar mal-entendidos.

Origem: Wikipédia

Liturgias e ritos - BDSM

Liturgias e ritos
Liturgias ou ritos são formalidades, procedimentos ritualísticos que são aplicados, efetuados, durante uma sessão ou playparty (reunião de amigos ou pessoas de confiança onde se realizam práticas de BDSM; esse conceito será melhor desenvolvido adiante). Existem os que separam a noção de liturgia do conceito de ritos.

Liturgia seriam os procedimentos formais exercidos numa playparty, na relação dos casais entre si e na relação com outros casais e particulares. Seriam mais normas sociais, coletivas, de convivência durante a play (abreviação de playparty). Exemplos: seria um regra litúrgica exigir que as subs da play chamem todos os TOP de Senhor ou Senhora ou que todas elas usassem a mesma cor de sutiã e calcinha.

Ritos seriam os procedimentos formais instituídos pelo TOP para sessões entre o casal ou para reger a convivência deles. Seriam regras íntimas, para o casal — e não para o grupo social. Exemplos: seria um rito que a submissa tivesse que se ajoelhar sempre no início da sessão e beijar os pés do dono, esperando as suas ordens; que ela sempre tivesse que se referir a ele através de uma expressão específica (Senhor, Lord, “dono de mim”, etc.); que sempre fosse amarrada na mesma posição no final da sessão; que nunca pudesse olhar diretamente nos olhos do TOP, sempre os mantendo baixos; que tivesse de ficar em silêncio durante a sessão, aguardando as ordens do dono, na última posição que ele a deixou; que sempre falasse baixo com ele; que sempre fosse vendada durante a sessão; que sempre fizesse determinadas coisas após determinados comandos, dentre vários outros ritos que vão das experiências, preferências e criatividade de cada TOP.

Origem: Wikipédia

sábado, 5 de julho de 2014

24/7, Consensual não-consensual, TPE - BDSM

24/7, Consensual não-consensual, TPE
Uma relação-BDSM pode apresentar vários graus de profundidade. Pode ser apenas virtual no início e depois ir evoluindo e cada vez ficando mais intensa. Quando uma relação sai do virtual e passa para o real, geralmente acontecem sessões esporádicas entre o casal e com o tempo, caso eles desejem isso, a relação pode chegar a ser em tempo integral, 24 horas por dia, 7 dias por semana, daí a expressão 24/7, embora talvez melhor expressão fosse 24X7. Nessas relações, o vínculo-BDSM é integral; a despeito de não ocorrerem sessões e práticas o tempo todo, o domínio persiste, sendo que certos ritos e atitudes podem ser convencionadas para momentos mais descontraídos, quando não se está em sessão. Não se está dizendo que a(o) escrava(o) ficará recebendo chibatadas ou sendo amarrada(o0 o tempo todo, mas sim que o tempo todo tal pessoa estará à disposição do TOP, que poderá requisitá-la para alguma prática que o satisfaça a qualquer hora. Parece requisito essencial do 24/7 que o casal more junto ou ao menos muito próximo, de modo que o dono(a) possa dar ordens à escrava(o) quando quiser. No 24/7 ainda existem as safewords: a escrava pode se negar a fazer práticas específicas se isso ferir seus limites.

O próximo estágio em termos de entrega é uma relação “consensual não-consensual”, na qual a escrava(o) pode até expor seus limites (ou deixar que o TOP vá descobrindo), mas em que ela não poderá usar uma safeword para recusar determinadas ordens. O único direito que a escrava(o) tem é de sair da relação, todavia, enquanto estiver nessa relação, terá de obedecer qualquer ordem de seu dono. Nesse nível de intensidade, a escrava(o) tem de escolher bem o dono a quem se submeterá, porque estará inteiramente a seu dispor, facultado a ela o direito de desistir da relação como um todo, conforme dito acima. Tal tipo de relação supracitada se costuma chamar TPE – Total Power Exchange (Troca Total de Poder): todo poder é conferido ao TOP, que deve saber usá-lo de modo a adequar suas ações ao São, Seguro e Consensual.

Entretanto, existem variações desse tipo de relação, em que os participantes resolvem convencionar que nenhum deles ou que somente a escrava(o) não poderá dizer que quer sair e desistir da relação como um todo. Esse tipo de relação, que nega o direito de desistência somente da escrava(o) ou também do dono, é eticamente condenada e na maioria das vezes ilegal, pois todo ser humano tem o direito de escolher com quem conviver e se relacionar, sendo um direito inerente a nossa condição de seres humanos. Logo, ao menos o direito da escrava(o) e/ou do dono de acabar com a relação deve ser preservado e mantido intocado.

Origem: Wikipédia
Somos donos de nossos atos , mas não donos de nossos sentimentos; Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos; Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos... Atos são pássaros engaiolados, sentimentos são pássaros em vôo. (Mario Quintana)

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