domingo, 6 de julho de 2014

PARAFILIA

Parafilia (do grego παρά, para, "fora de",e φιλία, philia, "amor") é um padrão de comportamento sexual no qual, em geral, a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra atividade. São considerados também parafilias os padrões de comportamento em que o desvio se dá não no ato, mas no objeto do desejo sexual, ou seja, no tipo de parceiro, como, por exemplo, a efebofilia. 
Em determinadas situações, o comportamento sexual parafílico pode ser considerado perversão ou anormalidade.
As parafilias podem ser consideradas inofensivas e, de acordo com algumas teorias psicológicas, são parte integral da psiquê normal — salvo quando estão dirigidas a um objeto potencialmente perigoso, danoso para o sujeito ou para outros (trazendo prejuízos para a saúde ou segurança, por exemplo), ou quando impedem o funcionamento sexual normal, sendo classificadas como distorções da preferência sexual na CID-10 na classe F65.2
As considerações com respeito ao comportamento considerado parafílico dependem em um grau muito elevado das convenções sociais reinantes em um momento e lugar determinados; certas práticas, como a homossexualidade ou até mesmo o sexo oral, o sexo anal e a masturbação foram consideradas parafílicas em seu momento, embora agora sejam consideradas variações normais e aceitáveis do comportamento sexual.
Entretanto, há quem considere que o excesso na masturbação após a adolescência ou o fato de alguém preferir sempre esta prática do que o contato com outro indivíduo venha configurar-se uma parafilia.
Por outro lado, o próprio conceito de parafilia tende a ser revisto já que na atualidade a ciência tem ampliado cada vez mais as variações aceitáveis do comportamento sexual, mas sem que os valores novos tenham aprovado algumas condutas ainda que acompanhadas da cópula vaginal, como é o caso das relações sexuais com crianças.
Sendo assim, é impossível elaborar um catálogo definitivo das parafilias; as definições mais usuais listam comportamentos como o sadismo, o masoquismo, o exibicionismo, ovoyeurismo ou o fetichismo.

Algumas parafilias
Adstringopenispetrafilia: fetiche por amarrar pedras ao pênis.
Agalmatofilia: atração por estátuas.
Agorafilia: atração por copular em lugares abertos ou ao ar livre.
Aiquemofilia : Prazer pelo uso de objetos cortantes e pontiagudos
Amaurofilia: excitação da pessoa pelo parceiro que não é capaz de vê-la (não se aplica a cegos).
Amphiboliafilia: atração ou excitação sexual por ambiguidades.
Anadentisfilia: excitação e prazer sexual por pessoas sem dentes.
Anemofilia: excitação sexual com vento ou sopro (corrente de ar) nos genitais ou em outra zona erógena.
Apotemnofilia: desejo de se ver amputado.
Asfixiofilia (asfixia autoerótica): prazer pela redução de oxigênio.
ATM (ass to mouth): prática em que o parceiro ativo, após o coito anal, leva seu pênis à boca da pessoa penetrada.
BBW: atração por mulheres obesas
Bondage: prática onde a excitação vem de amarrar ou/e imobilizar o parceiro.
Bukkake: modalidade de sexo grupal praticado com uma pessoa que "recebe" no rosto a ejaculação de diversos homens.
Clismafilia: fetiche por observar ou sofrer a introdução de enemas.
Coleopterafilia: atração sexual por besouros.
Coprofagia: fetiche pela ingestão de fezes.
Coprofilia: fetiche pela manipulação de fezes, suas ou do parceiro.
Cock and ball torture: é uma atividade sexual BDSM sadomasoquísta envolvendo os genitais masculinas.
Coreofilia: excitação sexual pela dança.
Crinofilia: excitação sexual por secreções (saliva, suor, secreções vaginais, etc).
Crematistofilia: excitação sexual ao dar dinheiro, ser roubado, chantageado ou extorquido pelo parceiro.
Cronofilia: excitação erótica causada pela diferença entre a idade sexo-erótica e a idade cronológica da pessoa, porém em concordância com a do parceiro.
Cyprinuscarpiofilia: excitação sexual por carpas.
Dendrofilia: atração por plantas.
Emetofilia: excitação obtida com o ato de vomitar ou com o vômito de outro.
Espectrofilia: prática medieval que consiste na excitação por fantasias com fantasmas, espíritos ou deuses.
Estelafilia: atração sexual por monumentos líticos (feitos de pedra) normalmente feitas em um só bloco, contendo representações pictóricas e inscrições.
Exibicionismo: fetiche por exibir os órgãos genitais.
Fetiche por balões: excitação ao tocar balões de látex (usadas em festas).
Fisting: prazer com a a inserção da mão ou antebraço na vagina (brachio vaginal) ou no ânus (brachio procticus).
Flatofilia: prazer erótico em escutar, cheirar e apreciar gases intestinais próprios e alheios.
Frotteurismo: prazer em friccionar os órgãos genitais no corpo de uma pessoa vestida.
Galaxiafilia: atração sexual pelo aspecto leitoso da Via Láctea.
Gerontofilia: atração sexual de não-idosos por idosos.
Hebefilia (ver lolismo)
Hipofilia: desejo sexual por equinos.
Imagoparafilia: prazer em imaginar-se com alguma parafilia.
Lactofilia: fetiche por observar ou sugar leite saindo dos seios
Lolismo: preferência sexual e erótica de homens maduros por meninas adolescentes
Kosupurefilia: excitação sexual por Cosplay.
Maieusofilia: ver pregnofilia
Masoquismo: prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente.
Menofilia: atração ou excitação por mulheres menstruadas.
Moresfilia: atração ou excitação sexual por coisas relativas aos costumes.
Nanofilia: atração sexual por anões.
Necrofilia : atração por pessoas mortas
Nesofilia: atração pela cópula em ilhas, geralmente desertas.
Odaxelagnia: fetiche por mordidas.
Orquifilia: fetiche por testículos.
Panpaniscusfilia: excitação sexual por Bonobos.
Partenofilia: fixação sexual por pessoas virgens.
Pigofilia: excitação sexual por nádegas.
Pirofilia: prazer sexual com fogo, vendo-o, queimando-se ou queimando objetos com ele.
Podolatria: fetiche por pés.
Pogonofilia: fetiche por barba.
Pregnofilia ou maieusofilia: fetiche por mulheres grávidas e/ou pela observação de partos.
Quirofilia: excitação sexual por mãos.
Sadismo: prazer erótico com o sofrimento alheio.
Sadomasoquismo: prazer por sofrer e, ao mesmo tempo, impingir dor a outrem.
Sarilofilia: fetiche por saliva ou suor.
Sororilagnia: sexo com a própria irmã.
Timofilia: excitação pelo contato com metais preciosos.
Trampling: fetiche onde o indivíduo sente prazer ao ser pisado pelo parceiro.
Tricofilia: fetiche por cabelos e pelos.
Urofilia: excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não.
Vorarefilia: atração por um ser vivo engolindo ou devorando outro.
Voyeurismo: prazer pela observação da intimidade de outras pessoas, que podem ou não estar nuas ou praticando sexo.
Zoofilia: prazer em relação sexual com animais.
Origem: Wikipédia

BDSM

Prática de BDSM

BDSM é um acrônimo para Bandage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo.
O BDSM tem o intuito de trazer prazer sexual através da troca erótica de poder, que pode ou não envolver dor, submissão, tortura psicológica, cócegas e outros meios. Por padrão, a prática é aplicada por um parceiro(a) em outro(a).

Muitas das práticas BDSM são consideradas, num contexto de neutralidade ou não sexual, não agradáveis, indesejadas, ou desvantajosas. Por exemplo, a dor, a prisão, a submissão e até mesmo as cócegas são, geralmente, infligidas nas pessoas contra sua vontade, provocando essas sensações desagradáveis. Contudo, no contexto BSDM, estas práticas são levadas a cabo com o consentimento mútuo entre os participantes, levando-os a desfrutarem em conjunto.

O conceito fundamental sobre o qual o BDSM se apóia é que as práticas devem ser SSC (Sãs, Seguras e Consensuais). Atividades de BDSM não envolvem necessariamente a penetração mas, de forma geral, o BDSM é uma atividade erótica e as sessões geralmente são permeadas de sexo. O limite pessoal de cada um não deve ser ultrapassado, assim, para o fim de parar a sessão/prática, é utilizada a Safeword, ou palavra de segurança, que é pré-estabelecida entre as partes.

A sigla BDSM
Na década de 90 pensou-se na sigla acima, como a junção dos termos: Bondage (amarração, imobilização) & Disciplina, Dominação & Submissão, Sadismo & Masoquismo. Seria uma expressão mais abrangente e que permitiria incluir os diversos grupos de praticantes dos fetiches incluídos na sigla.

Fetiches X BDSM, Diferenças e Similaridades
Fetiche é simplesmente tudo aquilo que não é parte de um ato específico, mas que é praticado simultaneamente com ele para uma experiência aprimorada e mais ao gosto do praticante. BDSM por si só é um grupo de fetiches, independente de ser considerado um estilo de vida ou somente um elemento adicional a um ato sexual ou erótico. Alguns praticantes de BDSM podem aderir também a fetiches que não fazem parte deste grupo, como por exemplo o voyerismo, a Podolatria, entre outros. Ou praticar somente o que lhes agrada de dentro da sigla BDSM. No entanto um praticante que adote exclusivamente um ou mais fetiches não descritos na sigla não é considerado pelos demais praticantes, um adepto das práticas/estilo de vida BDSM.

A visão da sociedade: perspectivas
Tem-se visto recentemente uma abertura em relação ao BDSM na sociedade, a imagem tem sido mais positiva por causa dos vários materiais de comunicação que vêm, aos poucos, de forma tímida, desmistificado o BDSM como perversão sexual; vários filmes, revistas, livros, artigos e até pesquisas científicas vieram nesse sentido, expondo a nossa cultura underground para as massas e tornando o meio e os praticantes mais populares; isso é um processo de abertura que começou com Sade e Masoch e continua até hoje.

Não obstante, o preconceito ainda é forte e muito demorará para que se possa falar abertamente sobre o tema com qualquer pessoa ou andar com uma camisa escrito: “sou sadomasoquista”. Deve-se apenas falar de nossas preferências para quem está preparado, ou seja, para quem também é BDSMer ou para quem, mesmo não sendo, é de confiança e tem a mente aberta, é livre-pensador ou ao menos não é preconceituoso ou discriminador nesse tema. Na dúvida, o melhor é ficar em silêncio e não contar nada, visto que não se sabe a reação que as pessoas podem ter em um assunto como esse, envolto em preconceito, ignorância e discriminação. Entretanto, as pessoas geralmente não gostam do diferente e o discriminam, então tomar precauções para que não sejamos “descobertos” é de bom tom, não revelando nossas preferências abertamente, no máximo usando algum símbolo característico do BDSM, como o triskele — que representa as três tríades: o B/D, o D/s e o SM; o SSC; e o TOP, bottom, switcher; algo que aqui no Brasil ainda é seguro, porquanto a população pouco sabe e muito menos ainda sobre o símbolo; o mesmo não vale, p. ex., para os estadunidenses, onde tal símbolo, segundo dizem, já é conhecido dos baunilhas, ocasionando preconceito o seu uso.

BDSM e Sexo Seguro

Os praticantes responsáveis e maduros do BDSM primam pela segurança nos relacionamentos, envolvendo ou não sexo penetrativo, especialmente quando as práticas envolvam uso de instrumentos que possam ferir a pele da pessoa submissa. Quando o relacionamento envolvendo sexo se dá de forma não-exclusiva, com múltiplos parceiros, é absolutamente essencial a utilização de proteção de barreira do tipo "camisinha", seja ela de qualquer modelo. Além disso, há procedimentos para limpeza e esterilização de instrumentos que sejam usados por mais de uma pessoa, evitando, dessa forma, possibilidade de propagação de doenças, sejam estasDSTs ou outras.

Símbolos

Bandeira Leather Pride, um símbolo da subcultura BDSM e Fetichista.
Emblema triskelion do BDSM.
O símbolo oficial da comunidade BDSM é uma derivação do triskelion. O Triskelion é a forma básica do emblema, com três "braços" curvados para fora do centro e fundindo-se com um círculo abrangente. O Triskelion é uma forma antiga, que teve muitos usos e muitos significados em muitas culturas.

O símbolo BDSM verdadeira deve atender aos seguintes três critérios: 1) Os aros e os raios são de um metal de cores, indicando neste caso ouro, ferro e prata. 2) Os aros e os raios são de largura uniforme com os braços girando em sentido horário. 3) Os campos internos são pretos. 4) Os buracos nos campos são verdadeiramente buracos e não pontos.

Os itens e estilos de BDSM e fetiche têm sido amplamente difundidos na vida cotidiana dos sociedades ocidentais por diferentes fatores, tais como moda de vanguarda, heavy metal​​, subcultura gótica, e séries de TV de ficção científica, e muitas vezes não são conscientemente conectados com suas raízes BDSM por muitas pessoas. Embora tenham sido confinados principalmente às subculturas Punk e BDSM na década de 1990, desde então têm se disseminado para partes mais amplas das sociedades ocidentais.

A bandeira do orgulho de couro é um símbolo para a subcultura de couro e também amplamente utilizado dentro de BDSM. Na Europa continental, o Anel de O é difundido entre os praticantes de BDSM. O Triskelion é comum em comunidades de língua inglesa.

Origem: Wikipédia

Velha Guarda versus Nova Guarda (BDSM Tradicional, Clássico ou Antigo versus "novo BDSM")

Velha Guarda versus Nova Guarda (BDSM Tradicional, Clássico ou Antigo versus "novo BDSM")
Durante a década de 90 formou-se esse meio-BDSM e a nossa cultura, ainda que limitadamente, sistematizou. Pessoas mais antigas no meio costumam reclamar que os costumes e ritos tradicionais, que os princípios do “verdadeiro” BDSM estão sendo muito transgredidos pela “nova turma”, de modo semelhante a um conflito entre gerações.

Antigamente, era comum se ver relações de puro BDSM, sem misturá-lo com condutas ou sentimentos não-BDSM. Cada um, é o que dizem, cumpria o seu papel dentro do BDSM e pronto. De acordo com essa visão, hoje em dia se vive uma invasão de "baunilhas apimentados" (fetichistas muito leves, que apreciam pequenos fetiches para apimentar a relação), de fetichistas, de pessoas despreparadas sem um mínimo de conhecimento básico e de baunilhas “paraquedistas”. Houve, como dizem, uma "baunilhização" do meio.

Hoje é comum vermos, com os avanços da internet e certa popularização do fetichismo na mídia, a invasão de “paraquedistas”, sem contato com a filosofia-BDSM, querendo apenas sexo fácil e acreditando que o conseguirão mais facilmente dentro do meio BDSM do que fora dele, crendo, por exemplo, que uma mulher submissa ou masoquista aceitará sexo com qualquer um. Abundam também falsos mestres, que fingem dominar um conhecimento que não possuem.

Acontece também a invasão de certas pessoas que gostam de determinados fetiches, mas que não são BDSMers na acepção estrita do termo. Por exemplo, pseudo-submissas, que gostam determinados fetiches, como apanhar ou ser amarrada, mas que não têm o desejo de servir um dominador, ou seja, não fazem tais coisas para agradar o seu Senhor, mas apenas para realizar as suas fantasias - o que não significa que uma "verdadeira" submissa deva fazer tudo sem prazer. Na maioria das vezes a submissa gosta do que realiza, mas o foco é o prazer do dono, então muitas vezes ela fará também o que não gosta para agradá-lo. Se ela só aceita fazer o que gosta, visando somente seu próprio prazer, estamos diante de uma fetichista apenas, não de uma submissa.

Outrossim, com a popularização do BDSM nas mídias, muitas pessoas despreparadas — que embora sejam BDSMer, não estudam primeiro as práticas que pretendem fazer, violando a questão da Segurança — ocasionam acidentes de leves a graves ou até a morte, quando tudo isso poderia ser evitado se se estudasse antes o que se pretende pôr em prática. Para tanto existem livros, sites, eventos, workshops, e outras fontes de pesquisa e informação. Maiores cuidados devem ser empregados em relação a práticas mais agressivas, como um spanking forte, uso de agulhas, asfixia, suturas, imobilização severa, etc.: todos os procedimentos de segurança devem ser estudados antes, minimizando ao máximo possível os riscos. Com a massificação do BDSM e a desinformação geral, é necessária muita cautela na escolha de seu par e também são bem vindas campanhas e veiculação de informações pertinentes, visando à elevação do nível geral de conhecimento dos praticantes de BDSM.

Outrossim, está comum atualmente uma mescla de BDSM e práticas não-BDSM. Existem praticantes que se casam com seu par e/ou que misturam romantismo e BDSM, como, por exemplo, levar a escrava (e namorada) para um jantar romântico, para uma sessão de cinema, tratá-la com adjetivos carinhosos, levá-la para uma viagem romântica e outros atos tão comuns no mundo não-BDSM. Não se julga errada a mistura do BDSM com romantismo e/ou outras práticas não-BDSM; cada casal sabe de si e do que é melhor para si. Desde que tudo seja feito de modo consensual, honesto e claro e com segurança, não há problema. Entretanto, que as terminologias sejam mantidas, com o fim de rigor terminológico e para facilitar a comunicação entre as pessoas. Caso queira misturar BDSM e romantismo, quando se referir a coisas baunilhas e românticas, que admita NÃO tratar-se de BDSM. Cada termo deve ser empregado corretamente para evitar mal-entendidos.

Origem: Wikipédia

Liturgias e ritos - BDSM

Liturgias e ritos
Liturgias ou ritos são formalidades, procedimentos ritualísticos que são aplicados, efetuados, durante uma sessão ou playparty (reunião de amigos ou pessoas de confiança onde se realizam práticas de BDSM; esse conceito será melhor desenvolvido adiante). Existem os que separam a noção de liturgia do conceito de ritos.

Liturgia seriam os procedimentos formais exercidos numa playparty, na relação dos casais entre si e na relação com outros casais e particulares. Seriam mais normas sociais, coletivas, de convivência durante a play (abreviação de playparty). Exemplos: seria um regra litúrgica exigir que as subs da play chamem todos os TOP de Senhor ou Senhora ou que todas elas usassem a mesma cor de sutiã e calcinha.

Ritos seriam os procedimentos formais instituídos pelo TOP para sessões entre o casal ou para reger a convivência deles. Seriam regras íntimas, para o casal — e não para o grupo social. Exemplos: seria um rito que a submissa tivesse que se ajoelhar sempre no início da sessão e beijar os pés do dono, esperando as suas ordens; que ela sempre tivesse que se referir a ele através de uma expressão específica (Senhor, Lord, “dono de mim”, etc.); que sempre fosse amarrada na mesma posição no final da sessão; que nunca pudesse olhar diretamente nos olhos do TOP, sempre os mantendo baixos; que tivesse de ficar em silêncio durante a sessão, aguardando as ordens do dono, na última posição que ele a deixou; que sempre falasse baixo com ele; que sempre fosse vendada durante a sessão; que sempre fizesse determinadas coisas após determinados comandos, dentre vários outros ritos que vão das experiências, preferências e criatividade de cada TOP.

Origem: Wikipédia

sábado, 5 de julho de 2014

24/7, Consensual não-consensual, TPE - BDSM

24/7, Consensual não-consensual, TPE
Uma relação-BDSM pode apresentar vários graus de profundidade. Pode ser apenas virtual no início e depois ir evoluindo e cada vez ficando mais intensa. Quando uma relação sai do virtual e passa para o real, geralmente acontecem sessões esporádicas entre o casal e com o tempo, caso eles desejem isso, a relação pode chegar a ser em tempo integral, 24 horas por dia, 7 dias por semana, daí a expressão 24/7, embora talvez melhor expressão fosse 24X7. Nessas relações, o vínculo-BDSM é integral; a despeito de não ocorrerem sessões e práticas o tempo todo, o domínio persiste, sendo que certos ritos e atitudes podem ser convencionadas para momentos mais descontraídos, quando não se está em sessão. Não se está dizendo que a(o) escrava(o) ficará recebendo chibatadas ou sendo amarrada(o0 o tempo todo, mas sim que o tempo todo tal pessoa estará à disposição do TOP, que poderá requisitá-la para alguma prática que o satisfaça a qualquer hora. Parece requisito essencial do 24/7 que o casal more junto ou ao menos muito próximo, de modo que o dono(a) possa dar ordens à escrava(o) quando quiser. No 24/7 ainda existem as safewords: a escrava pode se negar a fazer práticas específicas se isso ferir seus limites.

O próximo estágio em termos de entrega é uma relação “consensual não-consensual”, na qual a escrava(o) pode até expor seus limites (ou deixar que o TOP vá descobrindo), mas em que ela não poderá usar uma safeword para recusar determinadas ordens. O único direito que a escrava(o) tem é de sair da relação, todavia, enquanto estiver nessa relação, terá de obedecer qualquer ordem de seu dono. Nesse nível de intensidade, a escrava(o) tem de escolher bem o dono a quem se submeterá, porque estará inteiramente a seu dispor, facultado a ela o direito de desistir da relação como um todo, conforme dito acima. Tal tipo de relação supracitada se costuma chamar TPE – Total Power Exchange (Troca Total de Poder): todo poder é conferido ao TOP, que deve saber usá-lo de modo a adequar suas ações ao São, Seguro e Consensual.

Entretanto, existem variações desse tipo de relação, em que os participantes resolvem convencionar que nenhum deles ou que somente a escrava(o) não poderá dizer que quer sair e desistir da relação como um todo. Esse tipo de relação, que nega o direito de desistência somente da escrava(o) ou também do dono, é eticamente condenada e na maioria das vezes ilegal, pois todo ser humano tem o direito de escolher com quem conviver e se relacionar, sendo um direito inerente a nossa condição de seres humanos. Logo, ao menos o direito da escrava(o) e/ou do dono de acabar com a relação deve ser preservado e mantido intocado.

Origem: Wikipédia

RACK (Risk-Aware Consensual Kink) - BDSM

RACK (Risk-Aware Consensual Kink)
“Tara consensual consciente do risco”, essa é a tradução literal dessa expressão criada por um BDSMer (aquele que pratica BDSM) estadunidense para se contrapor a noção simplória do SSC.

Enquanto o SSC diz seguro, o RACK diz consciente do risco. O que esse conceito novo quer mostrar é que nada é 100% seguro na vida, mesmo se estivermos dentro de casa dormindo, algo de ruim nos pode acontecer, para se morrer basta estar vivo. Até as práticas mais simples apresentam riscos de danos físicos ou psíquicos. Aí entra a noção de minimização dos riscos, ou seja, tentar baixar o risco inerente às práticas ao mínimo possível, através dos cuidados e precauções pertinentes e estudando previamente e aprofundadamente o que se fará. O risco sempre estará presente nas práticas, mas podemos minimizá-los bastante. Claro que existem práticas que apresentam por natureza quase nenhum risco, mas existem muitas outras que têm risco médio ou elevado. Há uma escala de riscos, das práticas mais perigosas as menos perigosas.

Enfatiza-se no conceito de RACK que as partes têm de estar cientes de que existe um risco inerente mínimo e que não se pode eliminá-lo por completo. Isso também distribui um pouco da responsabilidade, que passa a não ser exclusiva do TOP (aquele que comanda a sessão; o conceito será aprofundado mais adiante), mas que também, em menor grau, transmite-se à bottom (a que é comandada; o conceito será aprofundado mais adiante). Obviamente que o TOP é que conduzirá a sessão e as cenas, mas a bottom está ciente de que as práticas com que consentiu apresentam riscos, os quais podem ser elevados, médios ou baixos, a depender do caso concreto e dos cuidados que forem adotados.

A noção de consensualidade permanece, pois as práticas serão feitas de modo consensual, conforme a expressão Consensual Kink.

O conceito de sanidade parece estar incluído no de minimização de riscos, pois ao praticar-se o BDSM com o estado de consciência alterado por substâncias entorpecentes ou alucinógenas ou que de alguma forma alterem a consciência ou ao fazerem-se coisas insanas e desmedidas o risco a saúde física e mental é gigante (não se precisa nem falar de mutilações e mortes, que por óbvio atacam a integridade física e a vida). A sanidade também como negação à relação com incapazes se mantém, pois uma pessoa insana não pode dar um consentimento válido.

Origem: Wikipédia

São, Seguro e Consensual - BDSM

Todos os atos e práticas no BDSM devem seguir o SSC, serem sãs, seguras e consensuais.

Sãs são as práticas que respeitam a razoabilidade mínima e a normalidade lato sensu, estando os praticantes em perfeito estado mental de consciência, objetividade e lucidez. Assim, não se deve praticar com o estado de consciência alterado por substâncias entorpecentes ou alucinógenas ou que de alguma forma alterem a consciência, muito menos fazer-se coisas insanas como mutilações ou até a morte.
Prática segura é aquela feita de modo a eliminar os riscos de algo sair do esperado, resultando, por exemplo, em lesões corporais, traumas psicológicos ou até mesmo a morte. Assim precauções devem ser tomadas para que tudo saia bem, como esterelizar equipamentos ou instrumentos cortantes ou perfurantes ou que de alguma forma lesionem a pele ou entrem em contato com sangue; cuidar para que a submissa esteja preparada psicologicamente para práticas de humilhação hard; cuidar ao amarrar para que não se prejudique a circulação ou se ocasione problemas circulatórios; cuidar com o manejo de facas e outros instrumentos cortantes; cuidar para não bater em pontos vitais, dentre muitos outros cuidados a depender da prática adotada.
Consensual é o item mais objetivo da tríade, significa que todas as práticas devem ser aceitas tácita ou expressamente. Para tanto existem as negociações prévias entre os participantes e a palavra de segurança(safeword, que faz parar ou diminuir o ritmo das práticas).
Negociações prévias são acordos e discussões feitas anteriormente pelos participantes, visando que cada um realmente confira se deseja fazer sessão (espaço temporal onde acontecem as práticas, geralmente são divididas em cenas (conjunto de práticas ou até apenas uma prática em si, mas que tem um fim específico)) com o outro ou outros e quais práticas tem como limites e se esses limites são absolutos ou relativos. Pode ser um acordo oral e informal ou escrito e formal. Alguns praticantes chegam aos limites do detalhismo, criando check lists, listas com inúmeras práticas, onde os participantes fazem marcações (xis) nas que gostam, nas que não gostam muito, nas que tem limitações e etc.
Limites são práticas que um praticante de BDSM não deseja fazer. Podem ser absolutos (os quais o participante imagina nunca querer fazer) ou relativos (os quais o participante gostaria de ou aceita quebrar e fazer no futuro, mas que no momento presente não são aceitáveis para ele). Exemplo: às vezes o praticante pode ter uma limitação com a prática de chuva dourada (urolofilia – práticas com urina), mas que deseja superar; e ter também uma limitação absoluta com a prática de chuva marrom (coprofilia – práticas com fezes), a qual nunca deseja superar, tendo extrema repulsa em relação a isso.
Safewords são as palavras de segurança, fixadas arbitrariamente pelos praticantes, uma para parar a sessão e outra para apenas moderar a sessão, uma safeword forte e uma safeword fraca. Geralmente são escolhidas palavras estranhas ou incomuns, para que a escrava possa manter a fantasia de estar fazendo as práticas contra a sua vontade ou para não usar a palavra “não” ou para não pedir literalmente ao seu Senhor que pare a sessão, mantendo-se também uma liturgia (conjunto de rituais e aspectos formais da relação; a questão será aprofundada posteriormente). A safeword pode ser também gestual ou simbólica para os casos em que a escrava não possa se comunicar oralmente (p. ex. no caso de estar amordaçada). Pode ser também que se prefira convencionar somente uma safeword, que pare a sessão, ao invés de duas.

PCRM (Prática Consensual com Risco Mínimo)

A expressão RACK é mais exata do que a expressão SSC, entretanto mesmo assim não é perfeitamente exata, por isso foi proposto um novo conceito, segundo o qual as práticas do BDSM devem ser Consensuais, almejando-se sempre o risco mínimo ou a minimização máxima dos riscos; logo, a expressão correta deve ser Prática Consensual com Risco Mínimo.
Essa nova expressão, a PCRM, além de ser mais exata, também elimina um termo que, pelo menos no Brasil, é pejorativo, o de “tara”; pois que não se consideram tarados, muito menos anormais, e sim apenas pessoas que admitiram a sua natureza e a exercem de modo sadio e dentro da lei, diferente da hipocrisia dominante que tenta negar seus instintos ou dos desejos “feijão-com-arroz” das pessoas que se relacionam de forma convencional, chamadas no meio BDSM de "baunilhas".
(Origem: Wikipédia)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Submissão e carência


Submissão e carência caminham de mãos dadas ?

Quando escolhemos a submissão buscamos o prazer da entrega, e para isso acontecer, precisamos nos libertar das amarras da vida baunilha, de antigos conceitos, preconceitos, de vícios que não cabem nesse novo estilo de vida .
Quando aprendemos a conter ou suavizar sentimentos negativos, encontramos o equilíbrio na nossa vida submissa e também fora dela. E assim nos moldamos, não apenas para estar mais próximas do que o DONO deseja e merece de nós, como também, para evoluirmos como pessoas. Há uma troca entre mulher e escrava, que permite à uma, fazer uso do que houver de melhor na outra e vice-versa, de forma que ambas cresçam.
A entrega nos proporciona momentos de prazeres inimagináveis anteriormente, ela também nos traz amadurecimento, resistência, persistência, paciência... nos traz muito de bom. Mas ,também , pode trazer à tona emoções e sentimentos negativos .
A carência afetiva é um mal que pode surgir e abater a escrava, mas não necessariamente será assim !
Nosso dia a dia é repleto de situações que nos levam à dependência , à instabilidade emocional, que, por sua vez, podem  nos levar a um estado de carência afetiva.
Adoraríamos passar um pouco mais de tempo com ELES, ter um pouco de atenção,  mais carinho, mais compreensão ... enfim, um pouco mais do que é bom e todo mundo quer.
Não fosse a ciência que temos de que a entrega passa, em muito, por renúncias, por longas esperas, por adiamentos de planos, por dores em suas mais diversas formas, seria fácil nos deixarmos abater por sentimentos dos mais negativos e destrutivos.
Mas isso, apenas se não tivéssemos total clareza de que quem decide o que teremos é o DONO, seja a atenção de sempre ou algo especial, é ELE quem decide quanto e quando teremos esse algo. E é mais que natural e esperado que seja assim, afinal, trata-se de uma D/s, onde a troca de poder e a hierarquia prevalecem, ELES mandam e nós, não apenas obedecemos, como também, respeitamos e apreciamos que seja assim .
   
Sabemos que submissão não é uma tábua de salvação para ninguém, muito pelo contrário, para quem já vinha se afogando, ela pode ser a pedra que leva ao fundo do poço.
Carência é algo pessoal e intransferível, cada um deve cuidar da sua. Ninguém tira ninguém da carência, ou a pessoa sai sozinha ou continua la.
Munir-se de todo amor do mundo, achando que vai descarregá-lo em alguém e ser feliz para sempre é uma doce ilusão que termina amargamente.
Muitas vezes, somos nós mesmos quem nos enganamos e não o outro, é o nosso desejo e nossa mente que criam o cenário e nos coloca no centro dele, tornando-o quase real para quem está imerso nele .
Separar a ilusão da realidade, não é uma questão de ser submissa ou não, mas sim, de ser uma pessoa adulta que não pretende viver fora da realidade.
Mas é cada um é que sabe de suas buscas e necessidades. E o BDSM abraça a todos, aqui temos liberdade para ser exatamente quem somos, aqui pode-se acreditar e tentar ser o que quiser.
Continuamos não tendo o direito de fazer com o outro que ele não permitir, mas conosco  podemos tudo, inclusive melhorar como pessoa ou permanecer sem dar um passo adiante!
Quem vem em busca da quebra das correntes baunilhas, encontra essa libertação. Quem vem em busca de vivências, encontra vivências. Quem vem em busca de aventuras, de sexo fácil, encontra também. Mas quem vem em busca de descarregar suas carências, não encontra quem aceite tal carga.
Somos humanas, mulheres com direito a erros, acertos, desejos e tudo que acompanha o universo feminino, incluindo a carência. Porém, quando escolhemos servir, aceitamos tudo que o acompanha, e temos que aprender a lidar com situações bem mais complexas que as habituais.
Com a carências não é diferente, ela nos acompanha na entrega .
Entretanto, aprender a conviver em harmonia com a submissão é um pouco questão de escolha, de objetivo, de vontade, persistência, capacidade e de muito comprometimento com as escolhas feitas.
O que diferencia o nosso antes e o depois é capacidade que desenvolvemos para ressaltar o nosso melhor e suavizar o que não nos favorece.
Somos todos compostos dos mesmos sentimentos que, dependendo da intensidade e constância com que se manifestam, com o modo que são trabalhados dentro de cada um e como são direcionados ao outro, podem se tornar negativos e até destrutivos.
O medo pode proteger, paralisar ou nos expor a um risco desnecessário. A saudade que aguça o desejo do reencontro, pode se tornar a carência que esmaga ou se tornar esquecimento. O ciúme que tempera, pode se tornar veneno ou indiferença. A dor que excita também pode abater ou sequer ser percebida como tal. Tudo depende da medida!
Ninguém está livre de ser pego, em algum momento ou situação, por uma dose maior que a habitual de ciúmes, paixão, medo, insegurança, dúvida ou alguma outra emoção ou sentimento circulando nas veias.
O fato de não nos deixarmos dominar pelo que temos como urgências, e não nos abatermos pelo que não temos, não significa que não desejamos um pouco mais DELES, tudo que é bom sempre desperta o desejo de ter um pouco mais. Até mesmo ELES, com tudo que nos extraem, continuam buscando extrair sempre mais, essa é uma das premissas da D/s. E não é sempre que a escrava caminha na velocidade deseja pelo DONO, mas nem por isso ELE vai simplesmente empurrá-la para acelerar sua caminhada, mas sim  conduzi-la, respeitando seu ritmo. Sendo assim, o que se espera do outro deve ser proporcional ao que ele tem a oferecer, e nada a mais .
  
luah negra_propriedade de DOM JH 

Postado primeiramente em : http://escravasesubmissas.blogspot.com.br/2014/05/submissao-e-carencia-caminham-de-maos.html
Somos donos de nossos atos , mas não donos de nossos sentimentos; Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos; Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos... Atos são pássaros engaiolados, sentimentos são pássaros em vôo. (Mario Quintana)

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