domingo, 6 de julho de 2014

Velha Guarda versus Nova Guarda (BDSM Tradicional, Clássico ou Antigo versus "novo BDSM")

Velha Guarda versus Nova Guarda (BDSM Tradicional, Clássico ou Antigo versus "novo BDSM")
Durante a década de 90 formou-se esse meio-BDSM e a nossa cultura, ainda que limitadamente, sistematizou. Pessoas mais antigas no meio costumam reclamar que os costumes e ritos tradicionais, que os princípios do “verdadeiro” BDSM estão sendo muito transgredidos pela “nova turma”, de modo semelhante a um conflito entre gerações.

Antigamente, era comum se ver relações de puro BDSM, sem misturá-lo com condutas ou sentimentos não-BDSM. Cada um, é o que dizem, cumpria o seu papel dentro do BDSM e pronto. De acordo com essa visão, hoje em dia se vive uma invasão de "baunilhas apimentados" (fetichistas muito leves, que apreciam pequenos fetiches para apimentar a relação), de fetichistas, de pessoas despreparadas sem um mínimo de conhecimento básico e de baunilhas “paraquedistas”. Houve, como dizem, uma "baunilhização" do meio.

Hoje é comum vermos, com os avanços da internet e certa popularização do fetichismo na mídia, a invasão de “paraquedistas”, sem contato com a filosofia-BDSM, querendo apenas sexo fácil e acreditando que o conseguirão mais facilmente dentro do meio BDSM do que fora dele, crendo, por exemplo, que uma mulher submissa ou masoquista aceitará sexo com qualquer um. Abundam também falsos mestres, que fingem dominar um conhecimento que não possuem.

Acontece também a invasão de certas pessoas que gostam de determinados fetiches, mas que não são BDSMers na acepção estrita do termo. Por exemplo, pseudo-submissas, que gostam determinados fetiches, como apanhar ou ser amarrada, mas que não têm o desejo de servir um dominador, ou seja, não fazem tais coisas para agradar o seu Senhor, mas apenas para realizar as suas fantasias - o que não significa que uma "verdadeira" submissa deva fazer tudo sem prazer. Na maioria das vezes a submissa gosta do que realiza, mas o foco é o prazer do dono, então muitas vezes ela fará também o que não gosta para agradá-lo. Se ela só aceita fazer o que gosta, visando somente seu próprio prazer, estamos diante de uma fetichista apenas, não de uma submissa.

Outrossim, com a popularização do BDSM nas mídias, muitas pessoas despreparadas — que embora sejam BDSMer, não estudam primeiro as práticas que pretendem fazer, violando a questão da Segurança — ocasionam acidentes de leves a graves ou até a morte, quando tudo isso poderia ser evitado se se estudasse antes o que se pretende pôr em prática. Para tanto existem livros, sites, eventos, workshops, e outras fontes de pesquisa e informação. Maiores cuidados devem ser empregados em relação a práticas mais agressivas, como um spanking forte, uso de agulhas, asfixia, suturas, imobilização severa, etc.: todos os procedimentos de segurança devem ser estudados antes, minimizando ao máximo possível os riscos. Com a massificação do BDSM e a desinformação geral, é necessária muita cautela na escolha de seu par e também são bem vindas campanhas e veiculação de informações pertinentes, visando à elevação do nível geral de conhecimento dos praticantes de BDSM.

Outrossim, está comum atualmente uma mescla de BDSM e práticas não-BDSM. Existem praticantes que se casam com seu par e/ou que misturam romantismo e BDSM, como, por exemplo, levar a escrava (e namorada) para um jantar romântico, para uma sessão de cinema, tratá-la com adjetivos carinhosos, levá-la para uma viagem romântica e outros atos tão comuns no mundo não-BDSM. Não se julga errada a mistura do BDSM com romantismo e/ou outras práticas não-BDSM; cada casal sabe de si e do que é melhor para si. Desde que tudo seja feito de modo consensual, honesto e claro e com segurança, não há problema. Entretanto, que as terminologias sejam mantidas, com o fim de rigor terminológico e para facilitar a comunicação entre as pessoas. Caso queira misturar BDSM e romantismo, quando se referir a coisas baunilhas e românticas, que admita NÃO tratar-se de BDSM. Cada termo deve ser empregado corretamente para evitar mal-entendidos.

Origem: Wikipédia

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Somos donos de nossos atos , mas não donos de nossos sentimentos; Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos; Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos... Atos são pássaros engaiolados, sentimentos são pássaros em vôo. (Mario Quintana)

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