quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Teu toque


Teu toque

Quanta vontade sinto do teu toque...
Do teu cheiro, do teu gosto...
Tuas mãos ao alcance das minhas...
Um entrelaçar de dedos...
O toque a face feliz, descendo pelo meu pescoço e na ânsia de chegar ao meu peito estremecem tuas mãos...
Sentino o perfume e embriagando-me de paixão, estou inerte aos teus desejos e vontades...
Tuas mãos que levando ao paraíso, me tirando do chão...
Em tuas mãos sentindo-me levitar, feito brisa suave...
O corpo ardendo em um prazer perturbador, um simples toque...
E estou entregue inteiramente a ti...
Um sussurrar de desejos expressos nos suaves toques de nossas mãos.
As minhas contornando teu peito, sobem a teus lábios e numa ausência completa de sentidos, dou-te meus dedos para que os beije...
Sentindo o calor de teus lábios úmidos e ardentes me tocarem e em volúpias constantes nos entregamos a este emaranho de emoções que começou com um simples toque de mãos...
Nossos corpos sucumbidos pelo amor, pelo desejo e pela vontade sonhada de loucas noites de amor, nos consomem em uma só.
Entregando-me a ti como se fosse minha primeira e ultima noite de amor...
Numa completa sanidade insana...
Sentindo-me inebriada pelo teu sabor...
Sabor este que estará tatuado em minha pele...
Como marca de um prazer avassalador em minha vida.
(Cristiane Ornelas)

Simplesmente

Simplesmente você em mim
O que tenho por fora, permanece inalterado

Sorriso estampado no rosto, calor no corpo inteiro, alegria de ver e viver,
Parece festa, parece fogo, parece... parece felicidade!


Dentro de mim há um abismo.

Não pode ser visto, nem tocado
Sua profundidade é incalculável, 
Os que tentam desvendar apenas se enchem de dúvidas

Dúvidas? 

Sim! Muitas dúvidas.
Coisa inexplicável...

O que me move é a paixão

É ela que me faz querer viver
Que me faz voar e querer alcançar o céu
Voar bem alto... e cair, voltar ao chão .



O que queima dentro de mim é o desejo incontido de ter (e não ter)


E se me busco em mim mesma, encontro o vazio

A loucura,
O medo .

Mas se por um segundo eu me encontro, mesmo que por um segundo 
Eu quero, eu surto, eu vejo, eu sinto...
Que você está aqui .

Simplesmente

entrego-me !
(Fatima Vasconcelos)

Cuidar e ser cuidada



Se  a casa de um homem é seu castelo, o que dizer, então, da casa de um Dominador?
Ela é o castelo, o templo, é a fortaleza que abriga Seus tesouros. E, sendo um bem precioso, do qual Ele é o Rei, Autoridade Suprema, Dono e Senhor, Ele cuidará para que sua propriedade não venha a ruir.

Esse cuidar vem desde a construção da base, estendendo-se aos reparados dos desgastes causados pelo ação do tempo. A solidez de sua obra depende desses cuidados.

O cuidado se faz sempre necessário, afinal, quem usa, cuida.
Entretanto, vejo muitas expectativas girando em torno dos cuidados do Dom para com sua submissa. Algumas delas, parecendo-me um tanto distorcidas. Uma frase que leio muito; "quero um Dom que me cuide ". E quem não quer alguém que lhe cuide?! Seria essa a missão da escrava, a de ser cuidada e não a de servir ?! Acho que ainda é a de servir, acho!

Ainda assim, cuidar e se cuidar é uma necessidade constante, pois, alguém que não esteja bem física e mentalmente não tem condições de prestar bons serviços.
Mas afinal, o que seria esse cuidar, o que a escrava deve esperar de cuidados?
Esse cuidar é amplo, envolve nuances muito particulares, dessa forma, cada um tem definições específicas de cuidar e ser cuidado, que se enquadrem em suas  necessidades e buscas.

De um modo em geral e dentro do contexto BDSM, o bom senso no uso é cuidar, a orientação de como se portar em determinadas  situações, os ensinamentos, o poupar a escrava em momentos difíceis, o amparo emocional, o prepará-la para situações que exigirão dela mais que o habitual, enfim, não danificar a peça e promover um crescimento mais amplo possível, são cuidados necessários e bem-vindos.

Poderia-se dizer que esses são deveres de quem usa, pois, ainda que sejamos meros objetos de uso e prazer para o Dono, não somos algo que se usa e joga fora inutilizado. Portanto, quem usa, cuida! Dessa forma, torna-se desnecessário falar em deveres,  já que eles encontram-se inseridos no contexto geral do uso, também,  não me cabe fazê-lo.

Isso não quer dizer que escrava não precise de atenção, de carinho, compreensão e até do colinho do Dono, nem que a cadela não precise de um petisco, de um ossinho fora da  refeição ou daquele afago sempre muito bem-vindo. Precisamos, sim.

Quando nos entregamos para o servir, estamos nos entregando, também, aos cuidados Daquele a quem servimos, porém, que não seja o ser cuidada o objetivo maior da entrega. Pois, assim o sendo, perderia-se o sentido da mesma.

Estar sob os cuidados do DONO, não nos exime de tomar os nossos próprios cuidados ou de ter responsabilidades com a nossa integridade física, mental e sentimental. Quem seria o responsável por um coração partido, por uma desilusão senão aquele o entrega e que se ilude?!  
Os cuidados são responsabilidades de quem  os recebe e também de quem os entrega.
ELE me cuida, eu me cuido, N/nós nos cuidamos.

luah negra

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Desejo incontido


Ela já estava se livrando do forte desejo que tinha por ele . As conversas com ele começavam a acontecer sem que  seus sentido se voltassem todos para a excitação que a voz dele sempre provocava nela . E seu corpo , esse já voltava a obedecer mais à ela de que a  ele .
Ainda assim , ouvir certos comandos dele , fazia reacender toda a chama novamente .
Como resistir a um "goza, estou mandando !" ? Como não molhar a calcinha , como não gozar diante de tal ordem ?
E , assim , ela se via mais nas mãos daquele homem . Por mais que ela resistisse , por mais que não quisesse estar ali tendo aquela conversa , à mercê de suas vontades e provocações , e por mais que ela se esforçasse para não deixar transparecer as sensações que lhe viam , a verdade era que seu corpo desejava aquele prazer .
E se entregava a ele tão facilmente que lhe  da raiva de não resistir a ele , de estar sempre à mercê dessa luxúria incontida .
Ela não queria ter aquelas sensações , temia por uma entregar desastrosa . No entanto , seu corpo seguia em direção oposta a sua razão , e buscava pelas fortes emoções que ele desencadeava nela . Nessas horas , mente e corpo sincronizavam-se no propósito de entregar-se ao desejo que já escorria das entranhas .
Contorcia-se na cama e , despudorada , não mais lutava para  que ele não percebesse seu tesão...gostava mais ainda quando ele ficava tão forte , para que os gemidos lhe escapavam e ele os percebesse , e se aproveitasse disso , fazendo-a dizer coisas que , normalmente , ela não diria . E ouvia dele coisas que jamais permitiria ouvir de outro  . Coisas que lhe faziam agir e sentir-se como uma vadiazinha de nada...uma vadia muito tesuda , desbocada , suja !
De onde vinha tanto tesão ela não sabia , de onde vinha tanto descontrole e tanta falta de pudor ela não sabia , não aceitava que ele pudesse ter tanto poder sobre ela .
Tudo que vinha dele mexia com ela . suas  provocações...ah , essas faziam sua buceta vadia escorrer com o desejo de tê-lo dentro de si , faziam soar gemidos de um intenso tesão que lhe fazia sucumbir aos apelos da carne , sucumbir aos mandos e controle daquele homem .
Com ele não havia desejos contidos , tudo se convertia em gotas orgásticas .
Ao fim de tudo , ela permaneceu la , ainda degustando o restinho do prazer de ser vadia pra ele .
E isso era tão perturbador quanto extasiante .
Decidiu , então , escrever . Ela queria por em palavras as sensações que de seu corpo se apossavam . Ele precisava entender melhor , se é que já não entendia , o havia de especial naquele homem que causava tamanho furor em seu corpo e lhe confundiam a mente .
Tentou organizar as ideias , focar nas palavras , porém , elas lhe fugiam . Sua mente viajava na lembrança das humilhações a que fora exposta , transportando-a  para um mundo onde imperava a luxúria .
Entendendo que mais valiam as sensações que as palavras , ela embriaga-se com mais uma dose de prazer . Como uma vadia que se prepara para receber seu macho dentro de si , ela se deita e abre as pernas . E , na ausência dele para abusar de seu corpo , entregou-se ao toque de suas mãos , deixou que deslizassem dos seios à boceta que mais parecia uma flor se abrindo . Seus dedos passeavam por entre aquela carne quente e úmida , que não mais escondia o clitóris já entumecido .
Igualmente rígidos estavam seus mamilos que , após receberem uma breve carícia , passaram a ser torturados com apertões , torções...aquela tortura se convertia num crescente prazer .
Mas ela precisava de algo mais forte , de um prazer maior que pudesse levá-la ao êxtase .
Para preencher o vazio em que se encontrava , foi , lentamente introduzindo a própria mão naquela buceta que a engolia e gozava deliciosamente .
E , refeita , ela retorna a seus escritos .


Somos donos de nossos atos , mas não donos de nossos sentimentos; Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos; Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos... Atos são pássaros engaiolados, sentimentos são pássaros em vôo. (Mario Quintana)

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